PRETENDENTES e pretensiosos à vaga de Onevan de Matos na Assembleia Legislativa já afloram. Em 2018 ele obteve em Naviraí 9.856 votos (41,84%); os demais pulverizados entre 124 concorrentes (pode?) locais e de fora. Mas havendo excesso de candidatos ‘da terra’ – há risco de ninguém se eleger e a cidade continuará órfã no legislativo estadual”.

‘PARAQUEDISTAS’: Pousam em todas as cidades e prejudicam as candidaturas ‘nativas’, inviabilizando-as inclusive. Apesar da sua liderança de décadas, Onevan não teria sido eleito em 2018 só com os votos de Naviraí. E vale lembrar: com 1.465 votos o capitão Renan Contar (PSL) foi o candidato ‘visitante’ mais votado naquela cidade.

PRETENSIOSOS: Eles sobreviveram às eleições na capital. A votação pífia não lhes despertou a autocrítica por soberba, orgulho e já miram o indecifrável 2022. Ignorando o recado das urnas, não assimilaram a lição e se acham em condições de buscar vaga na Assembleia ou Câmara Federal. A presunção é mesmo alma gêmea da petulância.

PRETENDENTES: Até parecidos, mas diferentes dos pretensiosos. Como aspirantes a disputar um cargo, fazem a leitura correta do cenário, dos concorrentes, das suas reais chances de êxito preocupados inclusive em preservar a própria imagem, seu patrimônio moral. Os pretendentes tem biografia mais compatível ao seu projeto. E os pés no chão!

EXEMPLOS: Algumas candidaturas a prefeito da capital lembram os tambores (ocos, só fazem barulho); pretensiosos, de estatura política menor que a ideal para uma cidade de quase um milhão de almas. Seriam benvindas pesquisas avaliando as candidaturas derrotadas, para inclusive ajudar na reflexão e assim evitar futuros vexames de doer.

BRONCA: Embora legal, a verba do Fundo Partidário causa indignação. O deputado Dagoberto Nogueira (PDT) ficou famoso ao torrar a ‘bagatela’ de R$ 178,30 para obter cada um dos 6.507 votos para prefeito da capital. E a festa continua: em 2022 ele estará de volta pedindo votos na tentativa da sua reeleição. É a ‘lenga lenga’ de sempre.

TEREZA CRISTINA: A ministra da agricultura é maior do que o DEM por aqui. Já o ex-ministro Mandetta (DEM), da Saúde, tenta sobreviver sem a musculatura de antes. Político sem mandato é espingarda sem cartucho. Mandato é a chave que abre as portas do poder; é o passaporte da imunidade, o escudo protetor em diferentes situações.

MANDATO: Quase sempre o político fica refém dele. A tal ‘cachaça’ não é a política e sim o mandato. Conviver pacificamente com o mandato exige equilíbrio. E quanto ao prazo de validade desta convivência vai depender da saúde e das urnas. Mandato vicia! Mas como a felicidade; às vezes só se dá o devido valor depois da sua perda.

COMPARANDO: Para o jornalista Mario Rosa, o ‘DEM’ se posta como poderoso apesar de sua dimensão limitada. Lembraria o valente Lulu da Pomerânia que investe contra cachorros maiores. O DEM só conta com 28 dos 513 assentos na Câmara, 5 dos 81 do Senado e 8% das prefeituras do país. O prefeito eleito do Rio, Eduardo Paes está no partido por conveniência; veio do PSDB e a qualquer momento baterá asas.

BELO GESTO: Ao cronista, o deputado Lucas de Lima (Solidariedade) justificou sua emenda de R$ 100 mil à Santa Casa da capital pela grandeza dos serviços que ela presta à todo Estado com mais de 120 mil procedimentos mensais. A verba será utilizada nas reformas e aquisição de equipamentos do hospital. Um exemplo a ser seguido.

NELSON TRAD: Nove anos sem ele. Suas eleições eram com pouco dinheiro e muito entusiasmo de amigos/admiradores. Feliz, fazia o que gostava, sem se violentar. Difícil sobreviver na Câmara por 5 mandatos sem proteção de empresas, retaguarda do governo e sem descender de clã regional poderoso. O caráter do homem é o fruto da sua conduta.

SEM RANCOR: É na derrota que se conhece o campeão. O deputado José C. Barbosa (DEM), de favorito acabou derrotado nas eleições de Dourados. Absorveu o resultado com sabedoria, cumprimentou o vencedor e continua dinâmico. Relator do Orçamento para 2021 com 14 emendas, ele incluiu 10 delas beneficiando Dourados.

HUMOR! Chovia pouco, mas o prefeito de Monteiro (PB) telegrafou ao governador José Américo dizendo que a chuva era abundante. Temerosos pelo fim da santa ajuda, os comerciantes reclamaram da falsa notícia e então o prefeito enviou novo telegrama: Governador José Américo, cancelo chuvas, população continua aflita. Feitosa prefeito.

NA TRAVE! Foi por pouco, por muito pouco mesmo que o Brasil não imitou a Venezuela com a tentativa de se rasgar a Constituição. A reeleição da presidência do Senado e Câmara abriria a porta para aplicar a regra em todos os poderes e tornaria o Presidente da República refém da esquerda travestida de dois ‘Democratas’ golpistas.

‘DOUTORES’: Dos 8.188 acadêmicos de 35 cursos superiores no país, só 213 deles obtiveram nota máxima na avaliação. Acadêmicos despreparados é prenúncio de novos profissionais incompetentes. A obsessão da sociedade é por ‘faculdades, com o ensino fundamental relegado ao 2º plano. Como diria o Galvão Bueno: “Pode isso Arnaldo?”

DEMISSÕES: Também nos jornais, sites, rádios e TVs elas deixam as pessoas com auto estima abalada, beirando a depressão. O apego do jornalista ao seu labor justifica à citação da canção do Gonzaguinha: “…E sem o seu trabalho/O homem não tem honra/E sem sua honra/Se morre/ Se mata/ Não dá pra ser feliz/Não dá pra ser feliz…”

LEMBRETE: A vacina contra a varíola foi descoberta em 1789 na Inglaterra, mas a erradicação mundial só após 191 anos: em 1980. O médico Edward Jenner, notou que mulheres ordenhadeiras das vacas com essa doença resistiam mais. Aí ele inoculou num menino o pus das tetas bovinas e ele ganhou resistência e após a imunização à doença.

HERANÇA: “A origem da expressão ‘será o Benedito?” vem da política. Após chegar ao poder em 1932, Getúlio Vargas preteriu os favoritos e nomeou Benedito Valadares para governar Minas Gerais. Até então, o político mineiro era figura desconhecida. Ao ouvir no rádio o anúncio da nomeação, a mãe dele exclamou: “Mas será o Benedito?”

A PROPÓSITO… Com as bênçãos do governador Reinaldo, o presidente do PSDB Sergio de Paula é o ‘Benedito’ da vez no Tribunal de Contas, onde conviver e agregar são imprescindíveis. Registro em forma de aviso: conselheiros por longos anos, Rubem Figueiró e Leite Schimdt não chegaram a presidência da Corte de apenas 7 membros.

FRASES DA POLÍTICA: “O preço do voto do eleitor mentiroso é o mais caro”. “Campanha eleitoral se parece com sauna. Após o calorão vem a ducha fria”. “Quando estamos no governo, todo adversário que pede emprego diz ser um técnico”. “Fato na política que a torna interessante: o choque dos falsos políticos com os políticos falsos”.

É MITO: Em artigo recente o ex-ministro da agricultura Xico Graziano lembra que o uso de hormônios para o frango crescer mais rápido foi banido ainda em 2004. Há anos que o comércio global exige aves sadias. O Brasil é o maior exportador de aves. Frango assado, chester ou peru: pode preparar o seu Natal sem medo de ser feliz.

NA INTERNET: Após ser filmado em Cuba em ‘defesa da democracia’, Lula vai à Coreia da Norte para completar a saga. Uma brincadeira!