Curado da Covid-19, paciente internado em Rondônia encontra com a mãe

Marcos Morandi

A longa jornada do comerciante Cleiton Braga dos Santos, 33 anos em busca da cura da Covid-19, está perto de chegar ao fim. Depois de viajar mais de dois mil quilômetros em busca de uma vaga de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), ele recebeu alta e também o carinho da mãe, que irá acompanhar na volta para Dourados. O embarque está marcado para as 13h55, com previsão de chegada ainda nesta sexta-feira (18) na cidade onde mora.

Com alta médica recebida na manhã desta quinta-feira (17), o comerciante de Mato Grosso do Sul, recebeu a visita da mãe nesta sexta-feira no Hospital de Base Ary Pinheiro, em Porto Velho, onde estava internado desde o dia 4 de junho.

Ele é um dos pacientes transferidos no dia 4 junho por falta de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na cidade. Cleiton é dono de um trailer de venda de sanduiches e deste a manhã de quinta-feira (17) aguardava a chegada da mãe, a professora de língua portuguesa da Escola Estadual Presidente Vargas, de 62 anos, Joanes Florência Braga. Ela embarcou ontem mesmo para se encontrar com o filho, que no último dia 13 completou 33 anos e passou o aniversário internado em uma UTI de Porto Velho.

“Esse é um momento especial para todos nós que ficamos aqui rezando pela sua recuperação. Foram dias difíceis desde que sua situação piorou e teve que ser encaminhado para a UPA. Mas graças a Deus ele vai conseguir voltar para casa”, conta o tio do comerciante, Paulo Braga em conversa com a reportagem do Midiamax.

Segundo o tio de Cleiton, seis pessoas da família, incluindo ele, foram infectados pela doença. “Foram dias de muito sofrimento para todos nós, principalmente quando ficamos sabendo que ele precisa ser transferido para outro Estado. Foi uma decisão difícil, mas não nos restava outra saída”, relata Paulo.

Michelle Braga, esposa de Paulo, que também contraiu Covid-19, mas que ficou apenas em isolamento domiciliar, afirma que durante todos esses dias em que o sobrinho está internado em Porto Velho, a equipe da UPA de Dourados, principalmente por meio da assistente Social Rosana Dainez Sozzi, deram apoio aos familiares.

“Tanto ela quanto os médicos e o pessoal da enfermagem sempre nos transmitiam informações sobre as condições de saúde dele. Esse carinho no muito conforto e a certeza de que não estamos sozinhos e que sempre existe uma mão estendida”, afirmou Michelle, que aguarda ansiosa o retorno do sobrinho.

Pax Primavera
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