Com ‘gosto de quero mais’, multidão lotou o Arraiá da UCP

O grande pátio do Centro Tecnológico da Universidade Central do Paraguai (UCP) foi pequeno para receber a multidão que compareceu no sábado (25) no Arraiá da UCP que voltou ser realizado depois de dois nos de pandemia. Com diversas atrações musicais, comidas e bebidas típicas e animação dos grupos de dança de quadrilha, o clima foi quente na fria noite com neblina e típica da fronteira nesta época do ano.

Segundo os organizadores cerca de 5 mil pessoas passaram pelo local que pela primeira vez recebeu o evento, já que as outras edições tinham sido realizadas na avenida das Nações Unidas onde além de precisar interromper o trânsito, o espaço já não comportava a grandeza da festa que se tornou o maior evento junino da fronteira.

Ao todo foram montadas 50 barracas para comercialização dos produtos oferecidos pelos estudantes e ligas universitárias e também foram cadastrados alguns ambulantes, gerando emprego e renda para os moradores de Pedro Juan Caballero e Ponta Porã. “Vendi tudo que trouxe e se tivesse mais tinha acabado também”, disse o paraguaio Oscar Roas que comercializou balões, chapéus de palha, outros produtos comuns em festas populares.

As barracas dos estudantes e das ligas também praticamente todos os produtos vendidos e algumas tiveram que comprar refrigerantes e outras bebidas, já que as vendas superam as expectativas.

A queda da temperatura e a neblina deram um “ar especial” para a noite de folia e muitos alunos que chegaram este ano na fronteira adoraram o clima. “Até parece que fazia parte da decoração. Não sei se foi combinado”, disse em tom de bom humor o universitário Lucas Louveira que veio da região norte do Brasil e ficou encantado o clima.

O criador do curso de medicina em Pedro Juan Caballero, Carlos Bernardo fez questão de receber o público pessoalmente e disse que o evento a cada ano que passa vem sendo melhorado e aperfeiçoado.

“São muitas pessoas empenhadas em organizar o Arraiá da UCP e praticamente tudo foi feito por nossos estudantes, colaboradores, fornecedores e parceiros. Temos estudantes de todo o Brasil e de vários departamentos do Paraguai e com todos unidos conseguimos transformar nossa festa junina na maior da fronteira. Muitas pessoas nos procuraram para que o Arraiá da UCP tenha pelo menos dois dias de festa e vamos pensar seriamente nesta possibilidade. Os moradores de Pedro Juan, Ponta Porã, Zanja Pytã, Cerro Corá e das colônias e distritos da nossa fronteira precisam deste tipo de diversão e no que depender da UCP esta festa vai ser grande evento cultural e de integração da nossa região”, disse Carlos Bernardo.

A festa que começou as 18 horas do sábado (25) só terminou por volta das cinco horas da manhã de domingo (26) e as autoridades policiais e de segurança não registraram nenhum registro de violência.

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