O protesto foi pacifico e reuniu funcionários do frigorifico em Pedro Juan. Eles temem ficar sem emprego se o abate não retornar. (Foto: Divulgação)

Pedro Juan Caballero capital do Departamento de Amambay, Paraguai fronteira seca com Ponta Porã, foi palco de uma intensa manifestação nesta quinta-feira (9), realizada pelos funcionários de um grande frigorifico da cidade paraguaia.

Conforme informações obtidas pelo site Ponta Porã News, a manifestação teve início por volta das nove e meia da manhã, reunindo cerca de 600 funcionários que ocuparam rodovia PY 05 na entrada da Colônia Fortuna Guazu, distrito de Pedro Juan Caballero. Eles protestavam contra uma determinação do Conselho Nacional de Competência CONACOM, que impede o reinicio das atividades no abatedouro, em virtude da proibição do funcionamento da Athena Food em operar a empresa Frigonorte.

O funcionário Clodomiro Duarte, que trabalha há mais de cinco anos no frigorifico, lembrou que o abatedouro estaria apto a retornar a partir do dia 1 de junho, porém a CONAMCOM barrou e solicitou um prazo de 30 a 90 dias para avaliar os procedimentos necessários para habilitar a Athenas e consequentemente liberar a volta do anate de animais no local.

De acordo com os funcionários, com a habilitação da Athenas Foods, que atende como Minerva no Brasil, pela “planta” de Pedro Juan Caballero, os produtores de gado da região temem o monopólio da produção de carne bovina e por isso as autoridades ficam protelando a decisão prejudicando os trabalhadores.

“Atualmente a Athenas é responsável pelos frigoríficos em Assunção e outros municípios do Paraguai. Assim os produtores de Pedro Juan temem um possível monopólio do grupo da Athenas que ficaria com mais de 50% do abate com o grupo e venha a controlar o preço da carne bovina” informou Clodomiro, ressaltando que “esperamos que tudo seja resolvido da melhor maneira possível, para que possamos voltar a trabalhar”.

Os funcionários seguiram no final da manhã de quinta-feira, para a governadoria do Departamento de Amambay, onde foram recebidos pelo governador Ronald Acevedo. Eles tiveram do governador de que em uma semana a situação seria resolvida e o frigorifico voltaria a suas atividades normais, garantindo assim centenas de empregos diretos e indiretos no setor produtivo da região.