Prefeitura

Mulher é procurada pela polícia após retirar bebê com anemia de hospital da fronteira

Mulher de 31 anos está sendo procurada pela Polícia Nacional do Paraguai e também pelo Ministério Público, após deixar a maternidade do HR (Hospital Regional) de Pedro Juan Caballero com o filho prematuro, de apenas 38 dias, em tratamento contra anemia severa, inclusive com risco de morte, nesta segunda-feira (4/5).

Segundo o relatório médico apresentado pela Dra. Carolina Aguayo e pela coordenadora de saúde indígena, Elsa Barrios, a mãe foi identificada como Aurelia Salinas López e ela conseguiu deixar a unidade em um momento de distração da equipe hospitalar.

O bebê, que ainda não possui registro de nome, nasceu no Hospital San Pablo e foi internado no Hospital Regional de Pedro Juan Caballero em 25 de abril. Devido à sua condição de prematuridade e ao diagnóstico de anemia, ele estava sendo assistido na ala do “Método Canguru”, técnica voltada para a estabilização e ganho de peso de recém-nascidos através do contato pele a pele e monitoramento constante.

O comissário Juan Ortiz, chefe do departamento policial, disse em entrevista a uma emissora de rádio do país vizinho, expressou profunda preocupação com o paradeiro da criança. “A criança estava recebendo atendimento profissional especializado quando a mãe desapareceu. O tratamento é vital para a sobrevivência do bebê”.

Aurelia Salinas López é integrante de uma comunidade indígena e natural do assentamento Itaviru, localizado no distrito de Capitán Bado, cidade que faz fronteira com Coronel Sapucaia.

As autoridades paraguaias já emitiram mandado de busca e apreensão para localizar a mulher e garantir o retorno seguro do recém-nascido ao ambiente hospitalar. O caso foi formalmente encaminhado ao Ministério Público, que investiga a conduta da mãe sob a ótica da violação do dever de cuidado e exposição de menores ao perigo.

Veja também