Paraguai pede expulsão de preso suspeito de participação em chacina na fronteira

Délio Martinez, de 22 anos, preso na sexta-feira (5), em Coronel Sapucaia, suspeito de participação da chacina ocorrida em 9 de outubro deste ano, em Pedro Juan Caballero, teve a expulsão do país solicitada pelas autoridades paraguaias.

Ele e outros três homens foram presos num imóvel que funcionava como ‘ponto de apoio’ para esconder armamentos e criminosos. Os quatro, como informado, teriam participação no crime que vitimou a filha do governador do Departamento de Amambay.

Em Ponta Porã, Délio já é ‘alvo’ da polícia pelos crimes de feminicídio e homicídio. Já no Paraguai, a Polícia Nacional afirma que ele é conhecido como ‘temido sicário’.

Segundo informações da polícia, o indivíduo atua em Capitán Bado e Coronel Sapucaia, cidades separadas por uma rua, além de Pedro Juan e Ponta Porã.

A prisão

Presos na sexta-feira (5), por uma equipe da Polícia Militar, em Coronel Sapucaia, quatro homens acusados de ligação com o assassinato de outras quatro pessoas, na saída de uma festa em Pedro Juan Caballero. Entre as vítimas, estava Haylee Carolina Acevedo, de 21 anos, filha do governador do Departamento de Amambay, Ronald Acevedo.

Os agentes realizavam diligências em Ponta Porã, quando foram informados sobre a localização do bando, que estava no bairro Vila Industrial. O imóvel, segundo a polícia, é usada como ‘ponto de apoio’ para esconder criminosos e armas.

Quando a PM chegou na residência, quadrilha fugiu pulando muros e invadindo outras casas. No entanto, eles foram detidos e identificados como Delio Martinez, de 22 anos, Vitor Nunes, de 21, Carlos Daniel, de 18, e Thiago Ledesma, de 23.

Thiago morava na casa em Coronel Sapucaia e estava foragido da Justiça.

Ao vistoriar a residência, foi localizada uma pistola G2 9mm, contendo 22 munições 9mm intactas e um carregador para 17 munições. Também foram apreendidos 5,8 quilos de maconha.

Os quatro foram autuados por posse irregular de arma de fogo, tráfico de drogas e associação criminosa, e levados para a Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira), em Dourados.

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