Um homem residente em São Vicente, no Estado de São Paulo, teve a carreta roubada, colocado em cárcere privado pelos bandidos e após conseguir se livrar dos criminosos, encontrou o veículo em Ponta Porã.

Segundo a Polícia Militar, a carreta seria entregue no Paraguai por um homem contratado que, até o momento, não sabia do tráfico, e depois carregada com droga.

No entanto, na quinta-feira (12), policiais abordaram o veículo na região central de Ponta Porã, onde o condutor disse que era motorista autônomo e foi contratado por terceiros desconhecidos, através do site OLX, para vir com a carreta até Três Lagoas, onde a carreta seria carregada. Chegando lá, fora informado que deveria seguir para Campo Grande. Na capital, a história se repetiu e ele chegou a Ponta Porã, onde supostamente outro bitrem estaria quebrado, e o que ele dirigia ia ser usado para o transporte da carga.

Na fronteira, foi recebido por um indivíduo em uma moto, com placa do Paraguai, que mandou o motorista o seguir, atravessando a Linha Internacional. Desconfiado, o motorista empreendeu em fuga, momento que foi abordado pelos policiais.

Os agentes perceberam que havia algo de errado, e questionaram o trabalhador que não soube dar muitos detalhes, mas disse que iria abandonar a carreta e voltar para sua cidade, de ônibus.

Baseado no depoimento do condutor e na falta de um documento, os PM’s decidiram remover o veículo e aguardar a apresentação do proprietário, que não apareceu. Uma hora depois, o verdadeiro proprietário, já em liberdade do cativeiro, registrou a ocorrência de roubo em São Paulo.

Ainda conforme informações da Polícia Militar, os criminosos entraram em contato com os agentes, afirmando que a carreta seria de uma empresa, e que um advogado iria entrar com os policiais. No entanto, ninguém nunca esteve no batalhão.

Já no domingo (15), o proprietário chegou ao 4º Batalhão de Policia Militar, acompanhado da esposa e do filho.

Segundo o depoimento da vítima, os criminosos o agrediu constantemente e ainda o ameaçou de morte. “Relatou ainda que os meliantes se diziam integrantes de uma organização criminosa e que utilizariam o caminhão para o transporte de entorpecentes do Paraguai até São Paulo”, informa matéria enviada pela PM.

O motorista também chegou a contar que sua vida estava ali [carreta], inclusive vendeu a casa para realizar o sonho de trabalhar em seu próprio veículo.