Policiais são presos em Ponta Porã acusados de vender droga apreendida e cobrar propina

O pagamento de propina para a liberação de uma carreta roubada que foi recuperada na fronteira, foi o ponto de partida para a deflagração da Operação Codicia que o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou na manhã desta segunda-feira (25) em Ponta Porã.

Os agentes cumpriram oito mandados de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária, um mandado de medidas cautelares alternativas à prisão e dezesseis mandados de busca e apreensão, inclusive nas delegacias da cidade.

As investigações que apuram dos crimes de concussão, peculato, tráfico de drogas e outros delitos se iniciaram em maio de 2021 com a notícia de concussão praticada por parte de alguns policiais civis da 2ª Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã na restituição de uma carreta para as respectivas vítimas, cujo pagamento se deu em parte por meio de um “pix”.

De acordo com as informações, o trabalho investigativo, que durou cerca de 10 meses, ainda identificou uma associação criminosa formados por policiais civis da ativa e aposentados, como que usavam as Delegacias de Polícia Civil de Ponta Porã para cobrar propina para a devolução de veículos recuperados para seus proprietários.  

Também ficou provado que o grupo vendia parte da droga apreendida e que ficava armazenada nos depósitos da Polícia Civil. A droga era retirada do local por um escrivão que depois era revendida para traficantes da região.

A Corregedoria da Polícia Civil deu apoio ao cumprimento dos mandados de prisão e de busca e apreensão dos policiais civis por parte de homens do GAECO e equipes do Batalhão de Choque da Polícia Militar. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

Parte do dinheiro apreendido na casa de um dos investigados. (Foto: Divulgação)
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