Comper é denunciado por exposição e venda de carnes impróprias ao consumo humano

Em menos de 12 horas foram denunciados dois casos de exposição e venda ao público em lojas da rede Comper, de carnes improprias para o consumo humano. Em um dos casos a denúncia foi formalizada na polícia inclusive com a presença de delegado no estabelecimento onde a mercadoria estragada foi apreendida. O outro foi denunciado ao portal Midiamax, inclusive com foto e vídeo de moscas nas carnes no refrigerador.

Em um dos casos o consumidor, 44 anos, por volta de 18h fazia compras no Comper da Rua Joaquim Murtinho, quando percebeu no expositor de carnes embaladas, costelas Bovina Rojão Nobratt, acondicionadas em bandejas de isopor fino, que estavam com coloração esverdeada e mal cheiro.

No instante em que percebeu o alimento com coloração anormal, chamou outro cliente que cheirou a carne e também constatou que cheirava mal. O cliente então acionou a Polícia Civil sendo o caso atendido pelo delegado Antônio Souza Ribas Junior, que foi ao supermercado acompanhado de Perito Criminal.

No estabelecimento perito fez os levantamentos de praxe, recolheu as 12 bandejas de carne estragada em Sacos de Perícia devidamente numerados e os lacrou. Feita a apreensão do produto, foi entregue ao gerente da loja para ser mantido depositado em câmara fria até requisição pela perícia.

O caso que será apurado em inquérito policial como “crime contra relação de consumo, quem vender, ter em deposito para vender ou expor a venda ou, de qualquer forma, materia prima ou mercadoria, em condições improprias ao consumo”.

Moscas

No caso anterior, moscas foram fotografadas e filmadas sobre carnes bovina e de frango no expositor do setor de carnes na loja da avenida Euler de Azevedo.

De acordo com a publicação, o cliente que teve o nome preservado, já havia constatado a mesma situação anteriormente e avisado tanto o açougueiro como o gerente. A reclamação foi feita mais uma vez.

O outro lado

A assessoria de imprensa da Rede Comper em Campo Grande foi procurada na manhã desta segunda-feira (8) pelo Tempoms para tratar do assunto, tendo respondido que o caso seria levado ao conhecimento da coordenação em São Paulo para posicionamento. Até o fechamento desta reportagem a empresa não havia se manifestado.

Campo GrandePolícia Civil