Uma operação de inteligência de um mês e meio do Departamento de Narcóticos resultou na prisão do brasileiro Ricardo Da Silva Dávalos, expondo uma rede de venda de drogas sintéticas de alto custo e reabrindo a investigação sobre o assassinato de um advogado na fronteira.
O Comissário Adjunto Luis Gamarra, chefe do departamento, confirmou a apreensão de ecstasy e LSD (ácido) em um assentamento periférico.
Gamarra classificou as substâncias como “drogas de balada” ou “drogas de elite” devido ao seu preço elevado e à concentração de distribuição em grandes centros, como a capital paraguaia.
As doses de LSD foram encontradas em pequenos “pacotes” sublinguais.
A polícia suspeita que Dávalos estivesse estocando o material para atender à demanda do Carnaval na fronteira, onde o grande fluxo de pessoas facilita o comércio ilegal.
A informação mais significativa decorrente da prisão é o interesse do Departamento de Investigações no detido. Ricardo Da Silva Dávalos é investigado como suspeito no assassinato do advogado Gustavo Medina Carneiro, ocorrido em 8 de maio de 2025.
A polícia aponta que Dávalos teria alugado a casa de onde teriam saído os pistoleiros que executaram o profissional. Embora estivesse em liberdade neste caso específico, as autoridades o consideram extremamente perigoso.
Ele possui um mandado de prisão em aberto no Brasil por tráfico internacional de drogas e antecedentes criminais no Paraguai pelo transporte de 1.500 quilos de maconha.
O vice-comissário Gamarra descreveu Dávalos como um indivíduo “bastante frio”, que negou qualquer ligação com as drogas sintéticas encontradas, apesar de as substâncias estarem escondidas dentro de seus próprios sapatos, em um armário.
Ricardo Da Silva Dávalos está sob custódia e deverá responder à justiça paraguaia pelo tráfico de drogas sintéticas antes de enfrentar uma possível extradição para o Brasil.
