Um dos principais líderes do Primeiro Grupo Catarinense (PGC) foi preso no sábado (31) em Ponta Porã, durante uma operação integrada das forças de segurança. Hélio Ricardo Cardoso Filho, conhecido como “GG”, estava escondido em um bunker fortemente armado e será transferido para o sistema prisional catarinense, onde responderá por crimes como homicídio, sequestro, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e organização criminosa.
Segundo o Jornal A Razão, prisão foi resultado de uma operação de inteligência coordenada pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar de Santa Catarina, com apoio da Polícia Federal e da Divisão Especial de Investigação Criminal (DEIC) da Polícia Civil. A ação integra a força-tarefa da FICCO/SC (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado).
Apontado como integrante do chamado “segundo ministério” do PGC, estrutura responsável pelo comando estratégico da facção, GG exercia papel de liderança mesmo estando foragido. Segundo as investigações, ele era responsável por ordenar execuções, sequestros e ações violentas relacionadas à disputa interna e à atuação criminosa da organização em Santa Catarina.
Entre os crimes atribuídos ao investigado está a morte de quatro homens, naturais de Minas Gerais e São Paulo, que teriam sido sequestrados, torturados e executados em território catarinense. O caso é tratado pelas autoridades como uma das chacinas mais violentas registradas no estado nos últimos anos. GG também é investigado por autorizar outros homicídios ligados à facção.

Bunker e arsenal de uso restrito
O local onde GG foi localizado chamou a atenção dos agentes. O esconderijo funcionava como um bunker, com estrutura reforçada para dificultar invasões. No imóvel, foram apreendidas armas de uso restrito, grande quantidade de munição e veículos de alto valor, entre eles um fuzil calibre 5.56, um fuzil calibre 7.62, duas pistolas Glock 9mm com seletor de rajada, além de uma caminhonete Toyota Hilux e uma motocicleta esportiva BMW 1000RR.
Mesmo fortemente armado e vivendo em um esconderijo preparado para resistir a ações policiais, GG foi surpreendido pela ofensiva da inteligência catarinense. Dois policiais de elite do BOPE de Santa Catarina foram deslocados até Ponta Porã para realizar o levantamento e cumprir os mandados judiciais.

