A PC (Polícia Civil) de Dourados já está investigando uma denúncia de maus-tratos a animal, após a circulação de um vídeo que mostra a castração de um gato em condições consideradas irregulares. As imagens mostram duas mulheres que seriam irmãs, e uma delas estudante do curso de Medicina Veterinária, realizando o procedimento dentro de um banheiro, sem preparo algum – assista no final da matéria.
De acordo com o registro policial, um médico-veterinário ligado ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) compareceu à delegacia após receber o vídeo por meio do telefone institucional da unidade.
O que se sabe até agora é que a universitária seria do nono semestre da faculdade de Medicina Veterinária, o que, se confirmado, pode configurar exercício ilegal da profissão, além de crime de maus-tratos previsto na legislação ambiental.
Diante da situação, o vídeo foi entregue à Polícia Civil para as providências cabíveis e o caso registrado como praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais domésticos, conforme o artigo 32 da Lei nº 9.605/98.
A investigação segue em andamento e o caso foi classificado como autor a apurar. A polícia deverá ouvir os envolvidos e analisar o material apresentado para esclarecer as circunstâncias do ocorrido e eventual responsabilização criminal.
O tal vídeo circula desde esta terça-feira (10/2), ocasião em que a vereadora Karla Gomes se manifestou pedindo posicionamento da insitutição de ensino onde a garosta estuda, bem como das autoridades competentes.
A universidade informou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e as medidas internas serão adotadas. As ONGs de proteção animal já iniciaram os trâmites para formalizar denúncia na delegacia especializada e também ao MP (Ministério Público).
A instituição de ensino ressaltou que o fato não ocorreu em suas dependências, mas afirmou que seguirá rigorosamente o que prevê seu regimento interno no âmbito acadêmico, assim que houver a formalização das denúncias.
Para protetores e representantes da causa animal, o episódio gera preocupação não apenas pelo sofrimento imposto ao animal, mas também pelo impacto negativo à imagem da Medicina Veterinária, profissão pautada pela ética, pela ciência e pelo respeito à vida.
As entidades defendem que situações como essa sejam investigadas com rigor, para que não sejam naturalizadas nem repetidas.
As ONGs informaram que seguem reunindo provas e acompanhando o caso, enquanto aguardam as providências das autoridades policiais e dos órgãos responsáveis.
Até a publicação desta reportagem, o Conselho Regional de Medicina Veterinária não havia se manifestado.
