Criminosos agiram com planejamento e cautela em furto milionário a joalheria de Ponta Porã

A investigação sobre o furto que causou prejuízo superior a R$ 1 milhão a uma tradicional joalheria de Ponta Porã revelou detalhes que reforçam o nível de organização da quadrilha envolvida. Imagens de câmeras de segurança confirmam que os criminosos utilizaram luvas, máscaras e outros cuidados estratégicos para evitar qualquer tipo de identificação durante a ação, registrada na madrugada de segunda-feira (9).

O estabelecimento, localizado na Avenida Brasil, foi invadido após os suspeitos abrirem um buraco em uma parede dupla, técnica que exige tempo, ferramentas adequadas e planejamento prévio. A forma de execução indica que o crime foi cuidadosamente estudado, provavelmente escolhido para ocorrer em horário de menor circulação e vigilância.

Durante toda a ação, os autores mantiveram os rostos cobertos e as mãos protegidas, numa clara tentativa de impedir a coleta de impressões digitais ou reconhecimento facial. Além das centenas de peças de alto valor subtraídas, os criminosos também levaram uma escada utilizada para acessar e interferir no sistema de monitoramento interno, evidenciando conhecimento técnico e intenção de neutralizar provas.

O caso é tratado como prioridade pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil. Segundo o delegado Ítalo Amaury Teixeira da Silva, as imagens estão sendo analisadas minuciosamente, com foco na identificação da rota de fuga e de qualquer detalhe que possa romper o anonimato imposto pelos equipamentos de proteção utilizados. A suspeita é de que pelo menos três pessoas tenham participado da ação.

A joalheria, construída ao longo de 35 anos de trabalho familiar, teve praticamente todo o estoque levado. O empreendimento começou de forma modesta, com apenas seis peças vendidas de porta em porta, e se consolidou como referência na cidade. Apesar do impacto financeiro e emocional, a família proprietária afirma que não pretende encerrar as atividades.

“Quem constrói um legado em 35 anos não desiste em uma madrugada. Nós vamos levantar, mais fortes, mais unidos e com ainda mais propósito”, declarou um dos membros da família.

A Polícia Civil também trabalha para rastrear o destino das joias furtadas, que podem ter sido encaminhadas para outras regiões ou até mesmo para fora do país, considerando a localização estratégica de Ponta Porã na linha de fronteira.

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