O governador Reinaldo Azambuja pediu união de esforços para dar celeridade aos trâmites e chegar a etapa final de leilão da Nova Ferroeste, na B3, previsto para novembro de 2021. “A gente sabe que projetos de concessões e privatizações são projetos que demandam tempo e energia, mas podemos, com essa equipe conjunta, potencializar e abreviar o tempo para culminar com o leilão na B3”.

A Nova Ferroeste, que fará a ligação ferroviária de Mato Grosso do Sul ao porto de Paranaguá, no Paraná, foi tema de reunião por videoconferência entre o governador Reinaldo Azambuja, o governador do Paraná, Ratinho Junior, e a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, nesta quarta-feira (16).

Reinaldo Azambuja classificou a ferrovia como um projeto estruturante que aumenta a competitividade para os dois estados. “Maracaju é o ponto de conexão da Malha Oeste com a futura Ferroeste. Nós temos aí o potencial de minério, produção de etanol e principalmente, através da refinaria do Paraná, a importação do diesel e gasolina. Então é uma nova ferrovia com uma conexão extremamente competitiva aos nossos estados”.

A ministra de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, destacou o entusiasmo com o projeto e se colocou à disposição. “A ferrovia surge com esse potencial inicial, mas depois outras cargas vão chegando e se incorporando. Se a ferrovia tem boa gestão, com certeza vai agregar outras cargas. Esse é um projeto que o governador Azambuja e o governador Ratinho tem que deixar para a história das suas gestões. Estou absolutamente a disposição para ajudá-los”.

Ratinho Junior, governador do Paraná, falou sobre os estudos do novo ramal ferroviário, que ligará Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá (PR). “A importância desse encontro entre Paraná e Mato Grosso do Sul, juntamente com os ministérios, está no alinhamento, na demonstração da vontade política com relação ao projeto ferroviário para os dois estados e para o Brasil”, afirmou.

Após convênio firmado pelos estados em agosto, o encontro nesta quarta-feira (16) foi para apresentar a evolução dos estudos da Nova Ferroeste, também conhecida como Corredor Oeste de Exportação. O estudo de Viabilidade Econômica e Ambiental (Evetea) definiu a capacidade de carga com potencial de 40 milhões de toneladas a serem exportados através da Ferroeste. A próxima etapa do projeto será a contratação do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), que é a pesquisa que viabiliza ou não a implantação de um empreendimento próximo de áreas preservadas. A construção da ponte sobre o Rio Paraná prevê passar por oito áreas indígenas e duas áreas quilombolas.

A proposta inicial previa a construção de um terminal em Maracaju, mas segundo o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, Mato Grosso do Sul fará um estudo técnico para definir um ramal intermediário. “Existe um posicionamento de Governo do Estado que entre o trecho de Guaíra e Maracaju existe a necessidade de ter um outro terminal. Porque tem volume de carga, e tem todas aquelas industrias de etanol. A partir de janeiro nós vamos fazer o estudo sobre onde seria localizado sob o ponto de vista técnico, outro terminal”, explica.

Segundo Verruck, a Nova Ferroeste é um projeto estruturante que reposiciona Mato Grosso do Sul dentro do marco ferroviário. O aumento de exportação, aumento da renda para os produtores, competividade, possibilidade de expansão agrícola do Estado estão entre os principais reflexos para o Estado.

Também participaram do encontro o secretário de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Corrêa Reidel, o secretário estadual de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex, e o diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves.