Mato Grosso do Sul encerrou o ano de 2025 entre os estados com os menores índices de desemprego do Brasil. Com taxa de 3%, o Estado aparece na terceira colocação nacional, atrás apenas de Mato Grosso (2,2%) e Santa Catarina (2,3%), conforme dados divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
O levantamento integra a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012, e mostra que 19 estados e o Distrito Federal registraram, em 2025, as menores taxas de desocupação já observadas. No cenário nacional, o Brasil fechou o ano com desemprego de 5,6%, o menor índice desde o início da pesquisa.
A Pnad Contínua considera pessoas com 14 anos ou mais e inclui todas as formas de ocupação, como empregos com ou sem carteira assinada, trabalho temporário e atividades por conta própria. Para o instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou trabalho nos 30 dias anteriores à coleta dos dados, realizada em cerca de 211 mil domicílios em todo o país.
Além do bom desempenho no desemprego, Mato Grosso do Sul também apresentou indicadores positivos em outros aspectos do mercado de trabalho. A informalidade no Estado ficou em 32,1%, abaixo da média nacional, que encerrou o ano em 38,1%. Esse dado reforça a maior presença de vínculos formais, que garantem direitos como previdência, férias e 13º salário.
Outro destaque foi o rendimento médio mensal dos trabalhadores sul-mato-grossenses. Em 2025, o valor chegou a R$ 3.727, acima da média brasileira, estimada em R$ 3.560. O resultado coloca o Estado entre as nove unidades da federação com rendimento superior ao registrado no país como um todo.
De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, o cenário de mínima histórica no desemprego está diretamente relacionado ao aquecimento do mercado de trabalho. Segundo ele, o desempenho observado em 2025 “decorre do dinamismo do mercado, impulsionado pelo aumento do rendimento real dos trabalhadores”.
No recorte nacional, os dados mostram ainda que 12 estados ficaram abaixo da média brasileira de desemprego, enquanto 15 apresentaram índices superiores. As maiores taxas de desocupação continuam concentradas, principalmente, em estados do Nordeste, como Piauí, Bahia e Pernambuco.
Os números reforçam o posicionamento de Mato Grosso do Sul como um dos estados com maior estabilidade no mercado de trabalho, combinando baixo desemprego, menor informalidade e renda média acima da nacional — fatores que ajudam a explicar o bom momento da economia estadual ao longo de 2025.
