Milho: confira o que pode mexer com o mercado nesta semana

O mercado internacional de milho ainda acompanha os desdobramento da guerra na Ucrânia. Isso porque o conflito segue sustentando os preços do grão e também do trigo. Para o mercado doméstico, a expectativa é de pressão nos preços.

Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na semana que vem. As dicas são do analista da Safras Consultoria, Paulo Molinari:

Exportações brasileiras de milho podem aumentar, diz comentarista do Canal Rural

Asgav alerta para dificuldades de entrada de grãos no Brasil

– Guerra continua sustentando preços do trigo e do milho no mercado internacional;

– No mercado externo, a safras destaca o valores do petróleo voltando acima de US$ 100 ajuda etanol e demanda por milho;

– Há notícias de que Rússia segue embarcando trigo apesar das sanções e de que produtores da Ucrânia estariam começando o preparo do solo para o plantio de verão;

– Espanha libera emergencialmente a importação de milho geneticamente modificado dos EUA e compra grandes volumes na semana;

– Foco agora está no avanço da colheita na Argentina e em decisões do governo sobre as exportações;

– No mercado interno, após uma agressiva compra internacional no milho brasileiro, com negócios a até R$ 114 nos portos, a demanda parece ter se acomodado;

– Prêmios cedendo para milho brasileiro e preços caindo a R$ 104/105 nos portos no fechamento da semana.

– Mercado interno segue com o produtor muito condicionado à venda de milho para viabilizar a retenção de soja. Vencimento de contas em 30/03 e 30/04 aceleram esse quadro;

– Acomodação cambial reduz preços nos portos para a safrinha a R$ 92 ago/set;

– Bom volume de vendas na semana para a safrinha em Mato Grosso e Goiás. Demais estados lentos nas vendas;

– Próximas duas semanas devem seguir com pressões nas cotações internas do milho realizadas pelo próprio produtor. Retenção de soja e venda de milho parece ser a lógica para o produtor neste momento;

– Clima avançando bem para todas as regiões de safrinha até o momento.

Canal Rural*

Veja também