A forma de cultivo adotada pelos produtores aumento a rentabilidade no campo.(Foto: Divulgação)

Preocupados com a queda de 40% na produção de melancia em Eldorado, agricultores familiares da cidade procuraram ajuda da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) para driblar as dificuldades do cultivo da fruta e alavancar a produção.

Tudo começou em 2019, quando a lavoura de melancia em Eldorado girava em torno de 600 hectares – quantidade bem inferior à registrada em anos anteriores, quando a área plantada ultrapassava os mil hectares. O motivo: problemas fitossanitários e as fortes chuvas na na região.

Como os agricultores plantavam a fruta fora do calendário do zoneamento de risco, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o acesso ao crédito rural e seguro rural não existia. Logo, as perdas nas lavouras não eram reparadas.

Diante desse cenário, a Agraer articulou apoio da Embrapa Agropecuária Oeste, que decidiu usar o case de Mato Grosso do Sul para desenvolver uma pesquisa sobre o Zoneamento de Risco Agrícola (ZARC) da melancia para todo o Brasil.

Diretor-Presidente da Agraer, André Nogueira explicou que a Agência “é a mão amiga do Governo do Estado junto ao produtor dos alimentos que vão diretamente para mesa da população”. “Por isso, a Instituição sempre que for procurada, estará pronta para colaborar”, falou.

Superintendente da Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômica, Produção e Agricultura Familiar), Rogério Beretta, afirmou que o encaminhamento da pesquisa “vai contribuir com a adoção de novas tecnologias e informações, reduzindo incertezas”.

Desenvolvimento da pesquisa

A análise inicia com as definições dos fatores de risco climático. A deficiência hídrica é o principal, mas não é o único. Após, são realizadas as simulações para todo o Brasil, utilizando a base de dados do ZARC.

O processamento das simulações dura de dois a três dias e é realizado em computadores potentes, instalados na Embrapa Informática Agropecuária, localizada na cidade de Campinas, em São Paulo.

O Projeto analisa duas condições climáticas distintas: melancia clima quente e melancia clima ameno ou frio. A primeira condição climática se enquadra, principalmente, nas regiões tropicais do Brasil, enquanto a segunda é típica dos meses de outono e inverno do centro-sul do país.