O Governo do Paraguai anunciou o reforço imediato dos controles migratórios e de segurança nas fronteiras, após os recentes acontecimentos envolvendo a captura do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro. A medida foi oficializada em comunicado divulgado no dia 3 de janeiro de 2026 pela Direção Nacional de Migrações (DNM).
Segundo a DNM, o Paraguai atua em consonância com outros países da região e passou a adotar mecanismos mais rigorosos de análise, identificação e verificação de pessoas que tentem ingressar no território nacional e que possam ter vínculos com o regime venezuelano. O trabalho envolve cooperação interinstitucional, além do cruzamento de dados de bases abertas e fechadas, com o objetivo de fortalecer a segurança nacional.
As ações buscam aplicar restrições migratórias previstas na legislação vigente, priorizando três pontos centrais:
impedir a entrada de pessoas ligadas ao regime de Maduro;
bloquear o ingresso de indivíduos com conexões ao narcoterrorismo ou com pendências judiciais;
evitar o uso indevido de mecanismos de proteção internacional, como pedidos de refúgio ou asilo.
Apesar do endurecimento das medidas, o governo paraguaio ressaltou que o país mantém sua política histórica de migração segura, ordenada e regular, respeitando os direitos humanos, os acordos internacionais e a cooperação regional. O comunicado destaca ainda que a estratégia busca garantir uma gestão migratória responsável, alinhada ao desenvolvimento e à estabilidade da região.

