Uma grande operação do Departamento Especializado contra o Narcotráfico e Delitos Conexos da Polícia Nacional do Paraguai resultou na destruição de aproximadamente 10 hectares de plantação de maconha do tipo “skunk” em uma área rural na região da Estância La Morenita – Cerro Kuatiá, nas proximidades de Capitán Bado, cidade paraguaia que faz fronteira com Coronel Sapucaia.
A ação teve início na sexta-feira (27) e foi concluída no fim de semana. Até o momento, a Polícia Nacional não informou se houve prisões durante o operativo.
No local, os agentes identificaram uma estrutura de produção em larga escala da variedade “skunk”, conhecida por sua alta concentração de THC e maior valor de mercado. A plantação contava com sistema de irrigação automática, além de uma estufa improvisada destinada a acelerar o processo de secagem e maturação da droga.

Segundo as autoridades paraguaias, foram destruídos:
- Cerca de 10 hectares de plantio da droga;
- Aproximadamente duas toneladas de ramos em processo de secagem em fornos artesanais feitos com tambores metálicos abastecidos com lenha;
- Uma tonelada de maconha picada pronta para embalagem;
- Mais de sete toneladas de ramos em secagem ao sol, pendurados em “varais”.
A estimativa é que o volume total apreendido e destruído ultrapasse 10 toneladas de maconha em diferentes estágios de produção, o que evidencia um esquema estruturado de cultivo, processamento e preparação para distribuição internacional.
Todo o material foi incinerado no próprio local, incluindo as lavouras e os equipamentos utilizados na produção.
De acordo com os responsáveis pela operação, a droga produzida na área teria como principal destino o Brasil e a Argentina. O skunk, por apresentar maior potência e qualidade, alcança preços mais elevados no mercado ilegal, tornando-se um produto de alto interesse para organizações criminosas.
A região de fronteira entre Paraguai e Brasil é considerada estratégica para o narcotráfico, tanto pelo cultivo quanto pelo escoamento da produção.

