Polícia desmente fake news sobre adolescente que matou latrocida

O delegado Lucas Veppo, titular do SIG (Setor de Investigações Gerais), desmentiu fake news nesta quinta-feira (26/3), envolvendo o adolescente de 16 anos, morto em confronto com policiais um dia após assassinar Marcos Freitas, de 50 anos, o “Maricota”.

De acordo com o delegado, a narrativa que tenta associar o crime a um suposto acerto de contas envolvendo a mãe do adolescente é totalmente improcedente. “O Maricota foi preso em 1998, cerca de dez anos antes do nascimento do autor. Não existe qualquer possibilidade dessa ligação”, afirmou Lucas em entrevista. 

A investigação apontou que o adolescente não era morador de Dourados. Ele veio de Campo Grande com a missão de executar desafetos de uma facção criminosa e contribuir para o acirramento de uma disputa entre grupos rivais na cidade. Para a polícia, o homicídio tem relação direta com a dinâmica de organizações criminosas e não com qualquer motivação pessoal ou emocional.

O delegado explicou ainda que a própria trajetória de “Maricota” ajuda a entender o contexto do crime. Ao longo dos anos, ele transitou entre diferentes grupos criminosos, tanto dentro quanto fora do sistema prisional, acumulando rivalidades. Mesmo no regime semiaberto, já demonstrava receio de sofrer um atentado, especialmente nos momentos de entrada e saída da unidade.

Outro ponto que reforça a conclusão da polícia é o comportamento do adolescente durante a abordagem. Ele reagiu e entrou em confronto com os policiais, o que, segundo o delegado, é incompatível com o perfil de autores de crimes passionais, que em geral não resistem à prisão e, muitas vezes, chegam a se apresentar espontaneamente às autoridades.

Além disso, o jovem foi localizado na residência de outra pessoa ligada à facção criminosa, e não em sua própria casa, o que reforça a tese de que ele estava na cidade para cumprir uma missão previamente determinada pelo grupo criminoso.

A Polícia Civil segue monitorando a situação para evitar que o caso provoque novos desdobramentos entre facções. O delegado foi enfático ao afirmar que a informação que circula nas redes sociais não passa de uma tentativa de distorcer os fatos. “Não houve crime passional, não houve vingança familiar. Essa informação é falsa”, concluiu.

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