Com carga viral elevada, P1 é a segunda cepa mais encontrada em MS

A variente P1 é a segunda cepa mais frequente nos infectados pelo coronavírus em Mato Grosso do Sul. Existem 11 linhagens do vírus circulando em todo o Estado, conforme a Secretaria de Estado de Saúde.

A mais presente no Estado é a B.1.1.28, linhagem brasileira. Ela aparece em 32,8% dos casos de Covid-19. O mapeamento foi realizado pela Secretaria, com base nas amostras analisadas pelo Lacen-MS (Laboratório Central de Saúde Pública de MS).

Foram estudadas 134 amostras, sendo que 43 eram da B.1.1.28. Com 21,6% de casos em MS, a P1 é a segunda colocada em empate por B.1.1.33, também brasileira.

A P1 é uma espécie de variante brasileira do coronavírus, confirmada pela primeira vez em Manaus. No entanto, um estudo da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) aponta que a variante é extremamente mais transmissível. Mesmo com um mês de circulação no Estado, a P1 já é a mais presente em MS.

As duas variantes são consideradas pelo Governo do Estado como fatores para aumento da letalidade do coronavírus em MS. O Estado afirma que as cepas ocasionaram “por conseguinte, o aumento na incidência de casos e no índice de letalidade em decorrência da doença”.

De acordo com pesquisadores, a variante P1 é mais transmissível, atinge a população mais jovem, apresenta evolução de caso grave mais rápido e diminui a efetividade das vacinas contra Covid-19.

O infectologista e pesquisador da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e UFMS, Júlio Croda, destaca que a P1 mais presente em MS explica a alta de casos e internações. “Hoje em dia, a maioria das pessoas que estão internadas são de jovens, principalmente por conta da P1, porque ela tem uma carga viral mais elevada”, apontou.

Pax Primavera
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