A Secretaria Estadual de Saúde afirmou nesta quarta-feira (18), que não é preciso se preocupar com o vírus letal Chapare (CHHF), encontrado na Bolívia e que no ano passado fez três vítimas fatais.

Segundo nota oficial enviada pela SES, até o momento, não houve registros de contaminação pelo vírus no país que faz fronteira com o Brasil por meio de Corumbá.

Ponto Focal Nacional para o Regulamento Sanitário Internacional, do Ministério da Saúde chegou a encaminhar nota para a pasta com informações sobre o estudo no jornal inglês The Guardian, onde cientistas descobriram que o vírus Chapare, foi identificada na Bolívia e pode ser transmitido entre humanos.

Em 2019, cinco casos foram registrados na Bolívia, mas nunca no Brasil, segundo garante a própria Secretaria Estadual de Saúde.

Procedimento padrão, dentro dos protocolos do CIEVS (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde), o comunicado foi enviado para vigilância do município de Corumbá, para que a Rede de Saúde se atente para possíveis casos suspeitos, assim como já existe uma lista de doenças sendo monitoradas.

Transmissão

O vírus é transmitido por alimentos e água contaminados pela saliva, urina e fezes de ratos infectados. Também pode ocorrer a transmissão de humano para humano, conforme observado pelo estudo de cientistas do CDC-EUA (Centro de Prevenção e Controle de Doença dos Estados Unidos).

Sintomas

Entre os sintomas causados pelo vírus Chapare (CHHF), estão febre, dor de cabeça, vômito, diarreia, dores nas articulações, erupções cutâneas e sangramentos nas gengivas – e pode levar à morte.

Vírus Chapare

Foi informado pelo CDC que três profissionais da saúde foram contaminados por dois médicos em La Paz, capital da Bolívia. Em consequência, um dos pacientes e dois médicos morreram. Ao jornal The Guardian, epidemiologista do CDC explicou que o vírus pode ser carregado por ratos, gerando contaminação em humanos.

Antes de 2019, o único registro de contaminação pelo vírus foi em 2004 na região da cidade de Chapare, no mesmo país. Os estudos do CDC indicam que vários fluidos corporais podem carregar o vírus.

Todas as informações foram divulgadas no encontro anual da Sociedade Americana de Higiene e Medicina Tropical. Também foi informado que o vírus pode ter circulado ao longo dos anos sem ser detectado justamente por se parecer com a dengue.