Monsenhor Ricardo Valenzuela; Foto: ABC Color

Uma cena que em 2020 se tornou comum por causa da pandemia da Covid-19, que impôs a todos o distanciamento social. Hoje (8), os paraguaios celebram o dia de Nossa Senhora de Caacupé, padroeira do Paraguai, porém a devoção precisou ser feita de casa, deixando a praça da Basílica vazia e em ‘silêncio’.

Monsenhor Ricardo Valenzuela, antes de entrar na Basílica, afirmou que “dói ver isto tão grande. Nos preparamos tanto para este evento que tem um significado enorme para o Paraguai e atravessa a fronteira, e festeja assim, sem fiéis”, lamentou.

Segundo o jornal ABC Color, muitos católicos enviam fotos e vídeos de altares montados em suas residências, o que alegra, mas não preenche o vazio.

“Essa é uma parte feliz, mas há esse vazio que não se sabe o que responder. Não é nossa praia. A primeira vez que temos uma situação como essa. Dormi muito pouco ontem à noite. Não era como nos outros anos, quando não se pode dormir com alegria; porém, agora você pensa: ‘O que eu vou fazer?’”, indagou o Monsenhor.

Em mensagem dirigida aos fiéis, o sacerdote destacou que o dia de hoje é muito especial e que Nossa Senhora olha com imenso amor para o momento de pandemia do Novo Coronavírus.

“Hoje é um dia muito especial em que Nossa Senhora nos olha com imenso amor, estou certo que isso nos ajudará a nos elevarmos para nos tornarmos uma grande nação. É o que posso dizer ao público”, concluiu.

A celebração da festa mariana deste ano é realizada a portas fechadas. Desde às 18h de ontem (7), está em vigor a fase zero da quarentena em Caacupé, como mecanismo para evitar a presença de fiéis nos arredores da Basílica. Esta medida será suspensa ao meio-dia de hoje.